Pinturas Mortas


O efémero é um dos temas presentes nesta amostra de pintura de Pedro Almeida.
O termo "ephémeros", que em grego, significa "apenas por um dia", é usado para designar uma situação que tem caráter passageiro, transitório, fugaz, de curta duração, e que é visto por apenas um momento.
A efemeridade da vida é uma expressão muito usada para lembrar que a vida é passageira, e por isso, é imperioso que cada instante seja vivido intensamente. O confronto vida/morte, nunca é pacífico, dada a memória consciente da nossa fragilidade e o quão breve é a nossa existência.

«Todos seremos caveiras dentro de pouco tempo»1

As Pinturas Mortas de Pedro Almeida, não estão representadas nem flores, nem frutos, nem velas, nem instrumentos musicais, e a escolha da paleta de cores e as manchas de tinta que nos poderiam sugerir maçãs vermelhas, legumes verdes, ou animais mortos, nada se assemelham com as pinturas tipo natureza-morte. Na verdade, a representação da morte/caveira remete-nos simbolicamente para outro género de pintura, as Vanitas2 que apenas se diferenciam da natureza-morta pelo tipo de objeto representado.



1 Damien hirst
2 Definição: O termo “Vanitas” do latim para vaidade, deriva de uma passagem muito citada do livro de Eclesiastes (1:2) do Antigo Testamento: “vaidade das vaidades! Dizia o Pregador, Tudo é vaidade”. As Vanitas, que na arte/pintura corresponde à representação da natureza-morta, simbolicamente pretende retratar a vaidade humana e o quanto somos efémeros.



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